EL NIÑO


Um El Niño incomoda muita gente

Economistas ouvidos pela Folha fizeram uma previsão desanimadora sobre o preço dos alimentos em 2026: vai subir.

•      7% é a alta estimada no acumulado do ano, a maior variação desde 2024.

O que explica? Um conjunto de fatores. Dois são destacados como principais: a guerra no Irã e o El Niño.

O primeiro item não é novidade. O conflito no Oriente Médio aumentou a cotação do preço do petróleo, graças ao bloqueio do estreito de Hormuz, por onde passa cerca de 20% de toda a commodity comercializada no mundo, e aos ataques a estruturas produtoras do óleo.

🚛 Ficou mais caro fabricar combustíveis à base de petróleo. A produção brasileira é escoada, em grande parte, por rodovias. Como os caminhões usam óleo diesel, o frete sobe e o custo é repassado ao consumidor.

Agora… O que um fenômeno da natureza tem a ver com a economia? Tudo.

🌡️ O El Niño pode ser explicado como o aquecimento acima da média das águas do Oceano Pacífico na região da linha do Equador. Ele afeta todo o mundo e altera a direção dos ventos e a distribuição das chuvas e do calor.

Por aqui... O evento aumenta o risco de secas no Norte e Nordeste e favorece chuvas fortes no Sul. Um El Niño muito potente pode se formar ainda neste ano, com chances de ser o mais intenso dos últimos 30 anos, dizem os meteorologistas.

Se você entendeu bem, dá para supor que essas condições adversas desafiam a produção agrícola.

Os afetados serão alguns queridinhos das mesas brasileiras:

A maior safra de café da história deve ser registrada em 2026. O fenômeno deve afetar a safra do próximo ano, caso se confirme a alteração nas chuvas nas regiões produtoras.

🍫 As mudanças climatológicas chegarão à Costa do Marfim e a Gana, principais produtores mundiais do cacau. A expectativa de um desfalque na produção do insumo fez o seu preço subir 10% em maio.



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