Usar o ChatGPT pode afetar a capacidade de
aprendizagem?
Pesquisadores do
MIT dizem que sim, mas a verdade é um pouco mais complicada.
Desde o
aparecimento do ChatGPT há quase três anos, o impacto das
tecnologias de inteligência artificial (IA) na
aprendizagem tem sido amplamente debatido.
Elas são ferramentas úteis para
uma educação personalizada ou portas de
entrada para a desonestidade acadêmica?
Mais importante
ainda, surgiu a preocupação de que
o uso da IA leve a uma banalização generalizada, ou seja, ao declínio da
capacidade de pensar criticamente.
Se usarem ferramentas de IA muito cedo,
argumenta-se, alunos podem não desenvolver habilidades básicas para o
pensamento crítico e para a resolução de problemas.
Será que isso é
verdade?
De acordo com
um estudo recente realizado por cientistas
do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na
sigla em inglês), parece que sim.
Os pesquisadores
afirmam que o uso do ChatGPT para ajudar a escrever redações pode levar a um
déficit cognitivo e uma "provável diminuição da capacidade de
aprendizagem".
Aprendendo a usar a IA
As gerações atuais
e futuras precisam ser capazes de pensar de forma crítica e criativa e resolver
problemas.
A IA, no entanto, está mudando o significado dessas coisas.
Produzir ensaios
com caneta e papel não é mais uma demonstração de capacidade de pensamento
crítico, assim como fazer divisões longas não é mais uma demonstração de
habilidade matemática.
Saber quando, onde
e como usar a IA é a chave para o sucesso a longo prazo e o desenvolvimento de
habilidades.
Priorizar quais tarefas podem ser transferidas para uma IA a fim
de reduzir o déficit cognitivo é tão importante quanto entender quais tarefas exigem
criatividade e pensamento crítico genuínos.
FOLHA DE SÃO PAULO