PF rejeita delação de Daniel Vorcaro, dono do
Master
- Informações apresentadas foram consideradas insuficientes pelos
investigadores responsáveis pelo caso
- Ex-banqueiro pode seguir buscar acordo com PGR para tentar
convencer os procuradores dos termos propostos
A Polícia Federal rejeitou
o acordo de delação premiada oferecido
pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro,
dono do Banco Master.
As informações apresentadas por Vorcaro foram consideradas insuficientes pelos
investigadores responsáveis pelo caso.
A
avaliação da PF é que os relatos feitos pelo ex-banqueiro não eram relevantes
para justificar o acordo e não foram além das provas que já haviam sido obtidas
nas apurações do caso.
Formalmente,
Vorcaro pode apresentar fatos novos à própria Polícia Federal ou buscar um
acordo apenas com a PGR (Procuradoria-Geral da República), na
tentativa de convencê-los a aceitar um acordo.
Autoridades que acompanham o
caso, no entanto, afirmam ser pouco provável que ele tenha sucesso.
Também há o
diagnóstico de que Vorcaro não cumpriu os requisitos de boa-fé exigidos em
acordos de colaboração.
Segundo investigadores, ele teria tentado justificar os
crimes que cometeu, enquanto as regras da delação premiada preveem que o
delator precisa admitir todos os ilícitos dos quais participou e de que tem
conhecimento.
A defesa de
Vorcaro sinalizou a investigadores que tentará uma negociação direta com a PGR,
deixando a PF de lado.
Para isso, porém, os procuradores precisariam dar aval
às informações que já foram rejeitadas pela PF. Seria necessário ainda obter a
aprovação do ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF (Supremo
Tribunal Federal).
FOLHA DE SÃO PAULO