Comportamento dos Principais Mercados No Brasil, no campo da
atividade econômica, o PIB do Brasil avançou 0,1% no 4T25 em relação ao
trimestre anterior (1,8% na comparação anual), em linha com as nossas
expectativas.
Como resultado, a economia brasileira cresceu 2,3% em 2025,
apresentando sinais de desaceleração impulsionados pelo consumo privado e
absorção doméstica mais fracos.
Dito isso, espera-se que os impulsos de renda e
crédito sustentem uma reaceleração da atividade doméstica este ano.
Projetamos que o PIB do Brasil cresça 1,1% no 1T26 e 2,0% em
2026. Quanto à inflação, o índice de preços ao consumidor IPCA subiu 0,70% em
fevereiro, enquanto a leitura do IPCA-15 de março aumentou 0,44%, ambos acima
das expectativas.
Houve surpresas de alta em Serviços, impulsionadas por um
novo salto nas passagens aéreas, e em Alimentação no Domicílio.
Com a eclosão
da guerra no Oriente Médio e a disparada dos preços do petróleo, os preços dos
combustíveis ao consumidor aumentaram significativamente.
Isso ocorreu apesar
das medidas governamentais visando mitigar esses efeitos (no caso do diesel) e
da ausência de reajustes nas refinarias por parte da Petrobras — em contraste
com os sucessivos ajustes implementados por refinarias privadas.
Os preços dos
alimentos, já pressionados por fatores sazonais, devem ganhar fôlego adicional
até o final do mês, ao começarem a refletir o repasse dos maiores custos de
transporte.
Além disso, os impactos potenciais da transição para o fenômeno
climático El Niño a partir do meio do ano continuam sendo uma fonte de
preocupação para os preços dos alimentos.
Em relação às taxas de juros, o
Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a taxa Selic para 14,75%, uma
redução de 25 bps. Na ata da reunião, o tom geral foi dovish, com poucas
surpresas em relação ao comunicado.
No geral, a ata sustenta nosso cenário base de um novo corte de
25 bps em abril e sugere que o comitê pode estar aberto a acelerar o ritmo de
flexibilização, dependendo dos desdobramentos no ambiente externo e da evolução
do conflito internacional.
Continuamos prevendo que a taxa Selic chegue a 13%
até o final de 2026, refletindo um processo de desinflação mais desafiador.
Nos Estados Unidos, o mês de março ficou marcado pela
continuidade do conflito no Oriente Médio, com o fechamento do estreito de
Ormuz, consolidando o preço do barril de petróleo Brent acima de US$ 100.
Quanto a indicadores, o Payroll (mercado de trabalho) de março apresentou uma
criação de empregos muito acima do esperado, de 178 mil contra 51 mil,
reforçando a volatilidade recente do mercado de trabalho e revisões
significativas nos meses anteriores.
Já a segunda leitura do PIB do quarto trimestre de 2025
confirmou desaceleração mais intensa da atividade, com expansão de apenas 0,7%
T/T SAAR, abaixo das expectativas do resultado anterior de 1,4%.
No campo
inflacionário, o CPI de fevereiro veio em linha com as expectativas, indicando
variação de 0,3% M/M no índice cheio e 0,2% M/M no núcleo.
Na política
monetária, o FOMC manteve a taxa de juros inalterada no intervalo de
3,50%-3,75% e sinalizou que o ambiente de elevada incerteza geopolítica impõe
cautela adicional para flexibilização monetária no curto prazo, elevando a
probabilidade de um cenário de juros mais altos por mais tempo
Comportamento dos Principais Mercados
Na Zona do Euro, a terceira prévia do PIB do quarto trimestre de
2025 avançou 0,2% T/T e 1,2% A/A, levemente abaixo com as expectativas do
mercado e com a segunda prévia.
No âmbito inflacionário, o CPI de fevereiro
registrou aceleração de 1,9% A/A no índice cheio e de 2,4% A/A no núcleo, em
linha com as projeções e em linha com a prévia.
No campo monetário, o ECB
manteve sua taxa de juros estáveis e reforço da abordagem dependente de dados,
decisão em linha com o esperado.
Apesar da inflação ter se estabilizado ao redor da meta nos
últimos meses, o BCE revisou para cima suas projeções, especialmente para 2026,
refletindo o impacto da alta dos preços de energia decorrente da guerra no
Oriente Médio.
Na China, os dados do 1º bimestre surpreenderam positivamente,
com produção industrial e vendas no varejo registrando variação de 6,3% A/A e
de 2,8% A/A, respectivamente, ambos acima do esperado, e sustentados pela
demanda externa resiliente e pelo impulso do feriado prolongado do Ano Novo
Chinês.
Por outro lado, a China estabeleceu a sua meta de crescimento
entre 4,5% e 5% para 2026, indicando que a nova meta indica maior tolerância do
governo a um ritmo mais moderado de atividade enquanto o país busca novos
motores de crescimento.
Nessa linha, os dados do PMI oficial foram mais fracos
SULAMERICA INVESTIMENTOS