VAREJO


Comércio físico cresce quase 3%, com alta em todos os setores.

  • Varejistas de materiais de construção e combustíveis apresentaram melhor desempenho em 2025, segundo a Serasa Experian
  • Mesmo os setores mais impactados pelos juros altas tiveram resiliência nas vendas

O varejo físico cresceu 2,9% no ano passado, mesmo com uma política monetária contracionista, que segurou a taxa básica de juros, Selic, a 15% durante todo o segundo semestre. 

Segundo o Indicador de Atividade do Comércio da Serasa Experian, todos os setores tiveram alta nas vendas.

O desempenho foi melhor em setores menos impactados pelos juros. 

O varejo de materiais de construção foi o que teve o melhor desempenho em 2025, com alta de 4% nas vendas, seguido pelo de combustíveis e lubrificantes, que cresceu 3,7%.

Na sequência, o setor de móveis, eletrodomésticos, eletroeletrônicos e informática subiu 3,5% e o de tecidos, vestuário, calçados e acessórios cresceu 3,1%.

Mesmo ramos que dependem de financiamentos e, por isso, são afetados pelos juros altos, tiveram bom desempenho. 

É o caso do varejo de veículos, motos e peças, que registrou elevação de 2,8%, e foi seguido pelo de supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas, que geralmente é um setor resiliente à inflação e juros altos por ser essencial, mas só subiu 1,8%.

Segundo a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, o resultado confirma a expansão da atividade comercial, mesmo em um ano marcado por juros elevados e maior seletividade do crédito, sobretudo no segundo semestre.



FOLHA DE SÃO PAULO
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