MERCADO DE TRABALHO


Demissão por justa causa cresce200% ante o pré-pandemia e bate recorde.

Punição mais grave representou 2,6% dos términos de contrato em2025,o maior percentual da história; alta rotatividade e monitoramento digital favorecem aumento.

Punição máxima prevista pela CLT( Consolidação das Leis do Trabalho), a demissão por justa causa bateu recorde em 2025, registrandoumcrescimentodequase200%nacomparaçãocom2019, no pré-pandemia.

Dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) mostram que foram registrados 638,! mil desligamentos do tipo no ano passado, o maior número desde 2004, quando começa a série histórica. Apenas em janeiro deste ano, foram 65,3 mil casos, alta de 22% ante o mesmo mês do ano passado.

A justa causa representou2,6% do total de términos de contrato em 2025, também a maior proporção já capturada pelos dados do cadastro, segundo números levantados pelo economista Bruno Imaizumi, da consultoria 4Intelligence.

É um movimento que se acentuou nos últimos cinco anos e que é estimulado por uma tempestade perfeita: a combinação de alta rotatividade, maior vigilância dos empregadores sobre funcionários, retorno ao presencial após a pandemia e a chegada da geração Z à vida profissional.

Índice é maior entre os profissionais mais jovens

Achegada da chamada geração Z (nascida entre 1995 e 2010) também influencia no aumento das demissões por justa causa.

Dados do Caged mostram que a taxa desse tipo de desligamento entre trabalhadores de 18 a 24 anosede25 a 29 anos foi de 2,8% e 3% do total, respectivamente, em dezembro de 2025.

O peso cai para 2,45% na faixa entre 40 e49 anos.



FOLHA DE SÃO PAULO
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