Não,
isso não é papo de “fim do mundo”.
É um
alerta real de climatologistas: estamos à beira do maior El Niño da história,
com potencial para elevar a temperatura dos oceanos em 3°C e bagunçar o clima
no planeta inteiro.
Mas por que um economista está falando sobre
isso?
Porque esse fenômeno não vai afetar apenas o seu
guarda-chuva. Ele vai mexer diretamente com a economia global e, claro, com o
seu bolso.
Para o
Brasil, o mapa do impacto é variado:
- Sul: mais chuvas que significam potencial
ajuda para algumas culturas agrícolas, mas um risco GIGANTE de enchentes,
perdas de safra e caos na infraestrutura.
- Norte e Nordeste: o oposto, com seca severa
ameaçando os reservatórios das hidrelétricas, a produção agrícola e aumentando
o risco de queimadas.
- Centro-Oeste: o coração do agro vai sentir o
baque. Chuvas irregulares podem significar bilhões de reais de diferença na
produção de soja, milho e algodão.
- Sudeste: o custo da energia elétrica pode
disparar, impactando desde o seu ar-condicionado até a operação de grandes
indústrias e data centers.
Mas
aqui está o pulo do gato: toda crise cria oportunidades. Empresas de
infraestrutura, irrigação, gestão hídrica, energia renovável e agritechs não
estão vendo um problema, e sim um oceano de oportunidades.
Quem investe em
adaptação climática não está gastando, está investindo para lucrar.
O El
Niño é um fenômeno climático, mas suas consequências são econômicas.
Afetam
empregos, preços, investimentos e o crescimento do país. Na economia, carreira
e negócios, quem entende o cenário antes dos outros não apenas sobrevive,
também consegue crescer.
RICARDO AMORIM