24 navios atacados, oito pessoas mortas e 95% de
queda no movimento: os números do bloqueio em Hormuz.
- OMI estima que 20 mil marinheiros estão presos em embarcações que
passariam por Hormuz e estão paradas
- Tráfego pelo estreito que fica ao lado do Irã está praticamente
paralisado desde o início da guerra
O estreito de Hormuz, uma rota de navegação
crucial por onde costumava transitar 20% da produção mundial de petróleo e gás, encontra-se praticamente
paralisado pela guerra no Oriente Médio.
O
conflito eclodiu em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel começaram a bombardear o Irã,
que em represália atacou países aliados dos EUA na região e restringiu o acesso
ao estreito, praticamente paralisando o trânsito marítimo na região.
Desde 1º de março de 2026, 24 navios comerciais,
incluindo 11 petroleiros, foram atacados ou notificaram incidentes no golfo, no
estreito de Hormuz ou no golfo de Omã, segundo a agência britânica de segurança
marítima UKMTO.
Se forem incluídos outros tipos de embarcações, é
preciso somar quatro ataques reivindicados pela Guarda Revolucionária iraniana,
mas que não foram confirmados pelas autoridades internacionais.
O canal costuma registrar cerca de 120 travessias diárias, segundo o portal de
inteligência da indústria naval Lloyd's List.
De 1º a 21 de março, os navios de carga de
matérias-primas realizaram apenas 124 travessias, segundo a empresa de análise
Kpler, o que representa uma queda de 95%.
Destes, 75 foram realizados por petroleiros e
navios gazeiros, e a maioria navegava em direção ao leste, saindo do estreito.
FOLHA DE SÃO PAULO