O dólar
está com os dias contados? Por 50 anos, ele foi o rei. Agora, o ouro está
voltando para reivindicar o trono.
Desde que o regime do petrodólar foi
estabelecido nos anos 70, o mundo financeiro marchou ao som da moeda americana.
Os bancos centrais acumulavam títulos do Tesouro dos EUA como se não houvesse
amanhã, mas o amanhã chegou.
O tabuleiro geopolítico mudou.
A China virou a
maior importadora de petróleo, a confiança nos EUA oscila e as tensões globais
disparam.
O resultado?
Uma corrida silenciosa, mas massiva, para o ativo mais
antigo e seguro da história: o ouro.
Em 2016, os bancos centrais tinham 6x mais
títulos americanos do que ouro. No ano passado, empatou.
Este ano, pela
primeira vez no século XXI, o ouro ultrapassou os títulos americanos nas
reservas, e a tendência é de aceleração.
Estamos prestes a ver os bancos
centrais quebrarem um recorde de posse de ouro que já dura 60 anos.
Isso não é apenas sobre finanças.
É sobre poder,
confiança e a busca por segurança em um mundo cada vez mais incerto.
Quando a
instabilidade bate à porta, o ouro não pede licença, ele entra. E desta vez,
ele veio para ficar.
RICARDO AMORIM