Brasil deve olhar para modelo de inflação do Fed,
que exclui alimentos e energia, diz Alckmin.
- Vice-presidente afirma que juros são 'absurdamente altos' e volta a
defender exclusão de itens voláteis na definição de taxa
- Empresários suecos apontam Selic e inflação como principais
preocupações
O
vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, voltou a defender nesta
segunda-feira (4) que o Brasil deve olhar para o modelo do Federal Reserve,
banco central dos Estados Unidos, na hora de determinar qual medida de inflação perseguir.
"O
problema que nós temos é essa taxa de juros absurdamente alta. Nós deveríamos
verificar o modelo do Federal Reserve, que exclui energia e alimentação da
análise da inflação para definição da taxa de juros", afirmou.
Alckmin
fez referência às medidas de inflação utilizadas pelo Fed para sua meta de preços.
Entre essas medidas, o
banco central dos EUA monitora com atenção o núcleo do PCE (Índice de Preços
para Gastos de Consumo Pessoal), que exclui do cálculo itens mais voláteis,
como alimentos e energia.
Em
março do ano passado, o vice-presidente já havia defendido que
a retirada dos preços de alimentos e de energia deveria ser estudada pelo Banco Central.
"Eu acho que é uma
medida inteligente a gente realmente aumentar o juro naquilo que pode ter mais
efetividade na redução da inflação", defendeu na ocasião.
FOLHA DE SÃO PAULO