O crime organizado está
entre nós.
O crime
organizado não está mais só na favela. Ele está no seu bairro.
Uma pesquisa do Datafolha revela um dado
assustador: 41% dos brasileiros convivem com facções e milícias onde vivem.
Nas
capitais, o número saltou para 56%.
Isso não é um problema de segurança pública.
É
uma metástase que tomou conta do país.
O controle territorial vai muito além do
tráfico. Envolve o gás que você usa, a internet que você contrata e, em muitos
casos, o seu direito fundamental de ir e vir.
Estamos falando de um Estado paralelo que cresce
sem ser incomodado. Enquanto a pauta política se perde em discussões menores, o
poder real se consolida nas mãos de quem não tem rosto nem partido.
A realidade é brutal: ou o Brasil destrói o
crime organizado, ou o crime organizado vai destruir o Brasil.
Não há meio-termo. Não há negociação. Este
deveria ser o tema prioritário da nação, mas não é.
E o silêncio custa vidas,
liberdade e o futuro do país.
RICARDO AMORIM