Petrobras acha
petróleo no Amapá
A Petrobras
confirmou hoje a presença de petróleo no poço Morpho, na Foz do Amazonas,
litoral do Amapá.
A presidente da estatal, Magda Chambriard, foi direta: "tem
petróleo e descoberta, a gente ainda não sabe quanto".
A perfuração, que
custa US$ 1 milhão por dia e já consumiu US$ 300 milhões, deve ser concluída em
mais 15 a 20 dias — só então será possível dimensionar o tamanho da reserva.
O
poço fica a 175 km da costa, em lâmina d'água de quase 2.900 metros, no bloco
FZA-M-59, onde a Petrobras opera com 100% de participação.
A empresa já prevê
mais três poços na mesma região e outros cinco em áreas adjacentes.
O anúncio, feito ao
lado do presidente Lula em Oiapoque, ocorre no segundo dia da campanha
eleitoral e reaproxima o petista do presidente do Senado, Davi Alcolumbre —
quarto encontro entre os dois em dez dias, após mais de 90 dias de rompimento
por causa da rejeição de Jorge Messias ao STF.
A descoberta chega
em momento estratégico para a Petrobras: a estatal projeta o pico de produção
do pré-sal entre 2034 e 2035, e a Margem Equatorial é vista pela empresa, pelo
governo e por petroleiras privadas como a principal fronteira para repor reservas.
O histórico do projeto, porém, é marcado por percalços — o Ibama recomendou o
arquivamento do processo antes de conceder a licença, e um vazamento de fluidos
em janeiro gerou multa de R$ 2,5 milhões e um mês de paralisação.
Ainda não há
confirmação sobre a viabilidade econômica da descoberta; os próximos passos
dependem de novos estudos técnicos e da avaliação de volume, ainda em curso.
UOL