CRIPTOMOEDAS


🤑 O lado B das criptos

R$ 71 milhões. Esse é o valor apreendido pela Polícia Federal em criptomoedas usadas em crimes no ano passado. O montante mais do que sextuplicou em relação a 2024 e atingiu um recorde.

Antes, uma breve explicação: as criptos são ativos digitais que não são controlados por nenhum governo ou país. Não têm representação física e só existem virtualmente, mas possuem valor no mundo real.

Cada moeda roda em uma rede própria, chamada de blockchain, que é um registro público e imutável de todas as transações já feitas.

⬆️ Expectativa x realidade. As quadrilhas, na verdade, movimentam cifras muito acima disso. A PF identificou um esquema de lavagem de dinheiro que, sozinho, movimentou R$ 12,2 bilhões de 2017 a 2020.

Em 2025, hackers invadiram a estrutura do Pix no Banco Central e desviaram R$ 1,5 bi.

Por baixo dos panos. As criptomoedas servem para enviar remessas ao exterior e ocultar valores do sistema financeiro e do governo, com o objetivo de apagar a origem do dinheiro do crime.

As autoridades têm dificuldades em rastrear o volume de ativos que circula no mercado ilegal. Os R$ 71 milhões são uma pequena fração dos mais de R$ 505 bi que circularam no Brasil em transações de criptomoedas declaradas à Receita Federal no ano passado.

O país é o líder em operações com a moeda na América Latina e o quinto maior usuário da tecnologia no mundo.

🇧🇷 Por aqui… O ativo mais usado é o USDT desde 2021, uma stablecoin atrelada ao dólar. Sua cotação mais estável e uma maior rapidez de processamento explicam sua alta adesão.

As transações são liquidadas em segundos, enquanto uma transferência de bitcoin leva, no mínimo, 10 minutos.

Sim, mas… O último fator dificulta o trabalho das autoridades em seguir o dinheiro.

      "No bitcoin, em que há uma transação a cada dez minutos, a gente tem um respiro para trabalhar", diz Vytautas Zumas, da Polícia Civil do DF.



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