MERCADO DE TRABALHO


Um trabalhador de uma multinacional no Brasil produz o mesmo que 17 trabalhadores de empresas nacionais.

Repito: DEZESSETE.

Este é o dado que deveria estar no centro de todos os debates sobre o futuro do país. Empresas estrangeiras empregam apenas 3,2% da nossa força de trabalho, mas geram 35% do nosso PIB.

Isso não é um milagre. É o poder da tecnologia, de máquinas eficientes, técnicas de gestão modernas e, principalmente, de uma economia aberta.

Enquanto a Ásia surfou a onda da globalização e enriqueceu (a Coreia do Sul, que tinha uma renda per capita parecida com a nossa em 1980, hoje tem uma renda 3x maior), o Brasil escolheu se fechar. 

O resultado está aí: uma produtividade teimosamente baixa.
Abrir a economia não significa “destruir a indústria nacional” e sim atrair investimentos, tecnologia e know-how que elevam o jogo para TODOS. 

Países ricos não enriqueceram se escondendo do mundo, mas competindo nele.

A pergunta que fica não é como “proteger” o Brasil, mas até quando vamos continuar pagando o preço altíssimo de manter o Brasil fechado e atrasado?



RICARDO AMORIM
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