CRIMES VIRTUAIS


Golpe do pedágio 'free flow' usa sites falsos para roubar motoristas; veja como se proteger

  • Criminosos simulam consulta e pagamento do com dados reais de veículos
  • Mais de 50 domínios falsos já foram mapeados pela Kaspersky, empresa de segurança digital

Motoristas têm sido alvo de um novo golpe que explora o sistema de pedágio eletrônico sem cancela, conhecido como "free flow". 

Criminosos criaram dezenas de sites falsos que simulam a consulta e o pagamento de débitos de pedágio e desviam o dinheiro das vítimas por meio de transferências via Pix.

O esquema foi identificado pela empresa de segurança digital Kaspersky, que mapeou mais de 50 domínios fraudulentos registrados desde meados de dezembro de 2025. 

As páginas falsas imitam plataformas legítimas de pagamento e usam dados reais dos veículos para dar aparência de autenticidade à fraude.

Segundo a empresa, o golpe começa quando o motorista busca na internet por serviços de consulta ou quitação de pedágios. 

Os criminosos usam anúncios patrocinados em buscadores e redes sociais para posicionar os sites falsos entre os primeiros resultados, levando a vítima a clicar em links aparentemente confiáveis.

Ao acessar a página fraudulenta, o usuário informa a placa do veículo e visualiza um suposto débito em aberto

O valor costuma ser baixo, semelhante ao custo real de um pedágio, e o site exibe informações corretas do automóvel, como modelo e ano, o que reforça a sensação de legitimidade.

Convencido de que se trata de um serviço oficial, o motorista realiza o pagamento, geralmente por Pix. 

O dinheiro, no entanto, é enviado para contas de "laranjas", abertas em fintechs pouco conhecidas, com o nome do recebedor mudando com frequência para dificultar o rastreamento e o bloqueio dos valores.

Como se proteger do golpe do pedágio eletrônico

Mesmo sem conhecer todos os detalhes sobre novos serviços, Barbosa diz que é possível adotar cuidados básicos para reduzir o risco de cair em golpes.

"Preste atenção ao endereço dos sites, que sempre será diferente da página oficial. Para evitar ser vítima, pesquise em sites de busca pela página oficial do serviço ou empresa que você está tentando acessar", recomenda o especialista.

Também é importante desconfiar de anúncios patrocinados. "Sabemos que boa parte das comunicações que partem dos criminosos acontecem por email ou por mensagens em aplicativos, mas está cada vez mais frequente a contratação de propagandas em sites legítimos e redes sociais, aumentando bastante a credibilidade da abordagem", afirma Barbosa.

Além disso, pagamentos de pedágio devem ser feitos apenas para concessionárias oficiais. 

Se o Pix estiver em nome de pessoas físicas ou empresas desconhecidas, é sinal de alerta. "Quanto mais chamar sua atenção, maior a chance do conteúdo não ser legítimo."



FOLHA DE SÃO PAULO
Tel: 11 5044-4774/11 5531-2118 | suporte@suporteconsult.com.br