Estudo de Harvard e Gallup chega a uma conclusão surpreendente: os jovens estão infelizes e os ais maduros cada vez mais de bem com a vida.
Os dados mostram que os jovens entre 18 e 24 anos apresentam os menores
níveis de bem-estar em praticamente todos os indicadores.
Enquanto isso, os
mais velhos - especialmente os acima de 60 anos – estão se tornando os
mais satisfeitos com a vida.
“Esse contraste é uma confirmação do que temos
percebido: estamos vivendo uma crise sem precedentes de saúde mental entre os
mais jovens”, resume Henrique Bueno, mestre em Psicologia Positiva pela
University of East London.
Ao longo de décadas, provavelmente séculos, a juventude sempre foi
compreendida como um momento de intensa liberdade e descobertas, energia e
possibilidades. O quadro atual difere dessa percepção idílica.
Para Bueno, um dos fatores centrais é o ambiente de alta comparação
social promovido pelas redes sociais.
Os jovens são mais cobrados, e se cobram
mais, a performar segundo padrões pré-estabelecidos, o que se torna ainda mais
tóxico nesse cenário digital, criando uma percepção de desconexão e solidão.
Sem esquecer do cenário econômico instável, com insegurança no emprego, aumento
no custo de vida, dívidas estudantis e pressão por produtividade.
Tudo isso em
um contexto de crise climática global, que alimenta sentimentos como ansiedade
e desesperança.
O ESTADO DE SÃO PAULO