LONGEVIDADE 2


Seguirá para sanção do Presidente da República o projeto de lei que aumenta a pena para abandono de idoso ou PCD (pessoa com deficiência). 

A pena geral, de reclusão de 6 meses a 3 anos e multa, subirá para de 2 anos a 5 anos e multa.

Se do abandono resultar na morte da pessoa, a pena será de 8 a 14 anos de reclusão. Se resultar em lesão grave, poderá haver reclusão de 3 a 7 anos, ambas com multa.

Paralelamente, o Japão guarda uma estatística sombria. 

A cada oito dias, uma pessoa idosa é morta por um cuidador exausto, quase sempre um familiar --e, em muitos casos, a ação é seguida de suicídio.

Esse fenômeno, conhecido como care killing, é apenas uma das faces da crise demográfica que assola o país, cuja população encolheu em quase 900 mil pessoas no ano passado --a maior queda em 74 anos, segundo o Ministério de Assuntos Internos e Comunicações. 

Paradoxalmente, o número de pessoas com 65 anos ou mais aumentou, chegando a 36,24 milhões, o equivalente a 29,3% da população.

De acordo com a pesquisadora, os principais responsáveis pelas mortes de idosos sob cuidados domésticos são os filhos adultos (55,8%), cônjuges (23,6%), genros ou noras (12,6%) e outros familiares (8%).

 



O GLOBO
Tel: 11 5044-4774/11 5531-2118 | suporte@suporteconsult.com.br