MERCADO SEGURADOR


Brasil 2050: o desafio de amadurecer com qualidade de vida

Em um país que precisará repensar sua estrutura social e econômica, especialista da Bradesco Vida e Previdência aponta a previdência privada como aliada no planejamento do futuro

O Brasil está envelhecendo mais rápido do que a média dos demais países. Projeções demográficas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam que, em pouco mais de duas décadas, em 2050, aproximadamente 23% da população brasileira terá 60 anos ou mais. 

Ainda segundo o instituto, essa proporção deverá atingir 37,8% em 2070, quando a idade média da população prevista será de 48,4 anos, frente aos 35,5 anos de 2023. 

O fenômeno, conhecido como Tsunami Prateado, é resultado da combinação entre o aumento da expectativa de vida ao nascer, que deve superar 81 anos até 2040 e chegar a 83,9 anos em 2070, e a queda da taxa de fecundidade, que passou de seis filhos por mulher nos anos 1960 para 1,6 em 2025, inferior ao patamar mínimo para reposição populacional. 

O desafio é claro: considerando a idade mínima de aposentadoria no Brasil, de 65 anos, será preciso garantir renda por cerca de duas décadas após o fim do período laboral. 

Mais do que uma questão individual, esse cenário representa um chamado coletivo para repensar como financiar a longevidade. 

É nesse ponto que a previdência privada se apresenta como ferramenta estratégica, ajudando famílias a atravessar esse período com mais segurança, bem-estar e qualidade de vida. 

“Envelhecer não é só ver o tempo passar, mas poder acompanhar o crescimento dos filhos, cuidar dos netos, realizar sonhos guardados e viver com mais calma. 

Para que esses anos a mais sejam de fato uma conquista, precisamos pensar no futuro desde já. 

A previdência privada contribui para que cada fase da vida seja usufruída com equilíbrio, acesso a oportunidades e perspectiva de realizações pessoais”, afirma Estevão Scripilliti, diretor da Bradesco Vida e Previdência. 

O estudo Brasil Prateado, realizado pelo Data8, hub de pesquisa e inteligência focado em Economia da Longevidade, reforça essa urgência. 

Os brasileiros 50+ já consomem, em média, 38% a mais por mês do que os jovens, principalmente em moradia, saúde, transporte e alimentação. 

Em 2024, representavam 35% do consumo de saúde no país, e devem chegar a 43% até 2034. Apesar do maior poder de consumo, a cesta dos maduros é menos diversificada, refletindo necessidades específicas da longevidade. 

“A longevidade é uma conquista coletiva, mas só será plenamente aproveitada se vier acompanhada de preparo. Quanto antes cada um se planejar, maiores serão as chances de viver essa fase com autonomia e plenitude. 

A previdência privada é um instrumento que tem muito a contribuir nessa direção, com a vantagem adicional de oferecer soluções que se estendem para além da aposentadoria. 

Pode ser programada, por exemplo, para o pagamento de um bom plano de saúde em idades mais avançadas ou mesmo a aquisição de um imóvel, entre outras possibilidades” destaca Scripilliti.  




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