💼 Trupica, mas não cai
O mercado de trabalho brasileiro está desacelerando, mas não há
indicativo de que a economia do país caminhe para uma recessão.
Essa conclusão
não é minha, e sim de um estudo da consultoria 4intelligence.
Adendo: não existe um único caminho para caracterizar um período de
recessão.
Alguns estudiosos defendem que a queda do PIB em dois trimestres
seguidos levaria a esse cenário, mas há metodologias mais aprofundadas.
Essa análise aplicou a Regra de Sahm, criada nos EUA, à sociedade
brasileira.
O modelo calcula a média da taxa de desemprego americana nos
últimos três meses. Se o resultado for 0,5 p.p. ou mais acima da menor taxa dos
últimos 12 meses, há risco de crise.
Para funcionar no Brasil, o valor foi trocado para 0,3 p.p. Se o limite
americano fosse mantido, os episódios de recessão seriam identificados com
atraso.
↳ Em momentos de instabilidade, é
comum haver migração do trabalho formal para a informalidade em vez do aumento
abrupto nas taxas de desemprego.
• 5,3% é a taxa de desemprego no trimestre
até julho de 2026, a menor para este período desde 2012.
• O resultado da última comparação foi de
0,12 p.p. em julho (abaixo do limite de 0,3 p.p.), o que não indica risco de
crise.
Sim, mas...
O crescimento do PIB desacelerou a 0,5% no segundo trimestre
de 2026, após alta de 1,1% nos três meses iniciais do ano. Os juros elevados
(Selic de 14%) para conter a inflação explicam a perda de ritmo da atividade,
segundo economistas.
Quando houve recessão no Brasil? A mais recente foi entre o primeiro e o
segundo trimestre de 2020.
FOLHA MERCADO