INSS


Cresce o número de brasileiros que vão à Justiça contra o INSS, e ações somam 4,5 milhões.

  • Previdência fecha acordo com CNJ para diminuir judicialização e afirma que só 2 em cada 10 processos são julgados procedentes
  • No primeiro semestre de 2026, aumento foi de 21% ante o mesmo período do ano passado

O número de segurados que foram à Justiça contra o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) teve alta em 2026, e o Judiciário soma 4,5 milhões de ações contra a Previdência Social.

Em 2026, a Justiça em todo o país recebeu 2,24 milhões de processos contra o instituto, alta de 21% ante o mesmo período de 2025, quando havia 1,84 milhão de novas ações, conforme dados do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Para frear a judicialização, o Ministério da Previdência, o INSS e o CNJ fecharam uma parceria para o programa AceleraPrev (Programa Nacional para a Redução da Litigiosidade Previdenciária e Assistencial).

"O Judiciário é muito crítico com o INSS, porque tem esses 4,5 milhões de processos. Não significa que estamos decidindo mal, significa que há muita gente indo à Justiça, jogando processos lá. Os números do CNJ atestam isso", disse à Folha, o ministro da Previdência, Wolney Queiroz.

Os dados do conselho apontam que só 2 em cada 10 processos (19,6%) de pedido de benefício do INSS que chegam ao Judiciário são julgados como procedentes, ou seja, de que há realmente o direito. Boa parte deles, 33% são negados, outros 18% resultam em acordo —"dá empate"— e 27,5% entram como outros julgados, que são casos sem solução.

O aumento na quantidade de novas ações contra o INSS, no entanto, cresce desde o início da série histórica do conselho. Foram 2,99 milhões de ações em 2023 (+20,6%), seguidos por 3,33 milhões em 2024 (+11,5%) e 3,98 milhões em 2025 (+19,6%). Em 2021 foram 2,20 milhões e, em 2022, 2,48 milhões. A alta é de 80,5% em quatro anos.



FOLHA DE SAO PAULO
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