LONGEVIDADE



  • ONU cria GT para preparar convenção em defesa dos direitos das pessoas idosas.

​​​​​​O Conselho de Direitos Humanos da ONU acabou de criar um grupo de trabalho intergovernamental para preparar projeto de convenção internacional sobre os direitos humanos das pessoas idosas.

Trata-se de um passo no sentido de um tratado internacional juridicamente vinculativo e por isso mesmo supostamente capaz de  fortalecer e proteger os direitos das pessoas idosas no mundo. 

A pressão por trás para que o documento saia vem de centenas de organizações não governamentais.

A criação de uma convenção da ONU focada nos direitos humanos dos idosos teria o intuito de sanar as falhas de proteção  verificadas nacionalmente, por demandar  ações efetivas dos estados globalmente.

  • Há muito a fazer em matéria de proteção do idoso.

As carências brasileiras no tratamento dispensado à população crescentemente idosa: em 1950 o grupo de idosos representava 4% da população; hoje, são 15,8%; em 2100 serão mais de 40%.

Atualmente quase dois terços dos municípios não possuem nenhuma das Instituições de Longa Permanência para Idosos (Ilpi)  e, em alguns Estado, houve redução da oferta de vagas em 15 anos. 

Os valores repassados pelas diferentes instâncias do poder público às organizações privadas que acolhem os mais velhos são muito baixos. 

O ideal é privilegiar o máximo de autonomia da família. Em termos de políticas públicas, isso pode significar subsídios diretos aos familiares que decidem manter o parente em casa, como no Chile e no Uruguai. 

Outra opção são os centros-dia, comuns no Japão, para acolher idosos enquanto os familiares estão no trabalho. A Ilpi deveria ser a última opção, em caso de impossibilidade da família de oferecer os cuidados necessários.

A promoção de um envelhecimento ativo no mercado de trabalho, para oferecer condições produtivas às pessoas que precisam ou querem trabalhar na terceira idade. 

Isso envolve desde programas de requalificação e treinamento até políticas de conscientização contra o etarismo. 

Com efeito, o envelhecimento populacional não traz apenas custos, mas oportunidades, como mostram os estudos sobre a chamada “economia prateada”. 

 



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