✈️ Aéreas lidam com a crise
Já são mais de dois meses de guerra no Irã. Enquanto os envolvidos
ainda trocam ataques físicos (e verbais), o resto do mundo tenta lidar com as
consequências.
O setor aéreo, por exemplo, vive sua pior crise desde a pandemia
do coronavírus.
🚢 Antes, uma explicação: o estreito de Hormuz, que segue
praticamente bloqueado, escoa um quinto da produção mundial de petróleo, de gás
natural e também 40% de todo o combustível de aviação.
O custo do insumo dobrou desde o início do conflito. Consequência?
Aumento de preços das passagens. No Brasil, o combustível representa 45% dos
gastos operacionais das empresas.
Além disso, o fechamento de alguns aeroportos do Golfo, que
conectavam um terço das viagens europeias à Ásia, remodelou à força os voos
globais.
Agora, as empresas traçam planos para se adaptar à nova realidade.
No Oriente Médio… Emirates, Etihad e Qatar se recuperam após uma
breve paralisação nas primeiras semanas do conflito. Elas redesenharam suas
grades de maio e chegaram a cancelar alguns voos.
🌏 Na Ásia… Companhias como a China Air e a ANA, do Japão, ajustaram
sua capacidade e reorganizaram suas malhas aéreas para aliviar os pontos de
lentidão nas viagens globais.
Grupos japoneses se beneficiaram com o aumento da demanda
europeia, mas também alertaram que serão atingidos por gastos com combustíveis
muito mais altos.
A ANA estima um custo extra de 650 milhões de libras (mais de R$ 4
bilhões) até março do próximo ano, e a Japan Air disse que seus lucros cairão
um quinto devido aos custos mais significativos.
🌍 Na Europa… Empresas alertam para uma escassez do insumo. A
própria União Europeia estimou que há reservas para alguns meses, e a AIE
(Agência Internacional de Energia) afirmou que os suprimentos no continente
duram até junho.
• A alemã Lufthansa cortou 20 mil
voos entre maio e outubro, o maior número de cancelamentos nos últimos meses.
🌎 Na América Latina… O conflito gerou um impacto de US$ 40 milhões
(R$ 200 milhões) para a Latam no primeiro trimestre deste ano. A empresa prevê
um lucro menor em 2026 e reduziu em quase 3% as viagens para o mês que vem.
FOLHA MERCADO