A inteligência artificial generativa (GenAI) já está transformando a
governança corporativa.
Algumas empresas chegaram a nomear bots de IA como observadores em
conselhos, e a tecnologia passou a ocupar lugar central na estratégia.
A
velocidade da inovação pressiona líderes a agir rapidamente: atualmente, apenas
um em cada sete conselhos da Fortune 500 conta com comitês dedicados aos temas
de tecnologia.
Nesse contexto, são necessárias não apenas competências
técnicas, mas também a capacidade de integrar novas ferramentas e manter uma
visão crítica sobre riscos e oportunidades.
Fernanda Mayol da
McKinsey, sócia da consultoria no Rio de Janeiro e líder da prática de Pessoas,
Organização e Performance na América Latina,
observa que estimular inovação sem comprometer a confiança do mercado e da
sociedade exige um olhar atento à responsabilidade e à transparência.
Nesse
sentido, compliance e governança de riscos também ganham protagonismo: cabe ao
conselho assegurar que o uso de novas tecnologias – em especial a inteligência
artificial – seja pautado por princípios éticos, por regras claras de proteção
de dados e por mecanismos de monitoramento.
As práticas de
governança adotadas hoje ainda refletem em boa parte uma lógica mecanicista,
com processos, comandos e controles rígidos, compartimentados em silos
corporativos nos quais cada órgão de governança cumpre seu papel na estrutura
organizacional ou no sistema de governança.
E aqui vemos uma necessidade de
mudança urgente, com a adoção de uma visão mais holística: as empresas precisam
se enxergar como parte importante de um ecossistema maior que envolve não
apenas seus clientes, fornecedores e colaboradores, mas também outras empresas,
a comunidade, o país e o próprio planeta, complementa Gabriela Blanchet,
da Blanchet Advogados
IBGC