SAÍDA NUCLEAR


O estreito de Hormuz virou uma figurinha carimbada aqui na newsletter. Você deve saber de cor que a passagem, localizada entre Irã e Omã, é essencial no escoamento de petróleo e gás natural liquefeito (GNL).

•      Um quinto da produção mundial dos combustíveis passa por ali, e boa parte é vendida para a Ásia.

O que aconteceu? O conflito no Irã dificultou o acesso ao GNL, amplamente usado para geração de energia. Mesmo na Europa e em outras regiões com acesso contínuo ao gás, a diminuição da oferta está fazendo os preços dispararem.

Qual a alternativa? Países estão voltando sua atenção para a energia nuclear, considerada uma fonte menos vulnerável a choques externos.

Muda tudo. Taiwan, que se definia como “pátria livre de energia nuclear" e desligou seu último reator no ano passado, ensaia uma revisão no rumo. O líder Lai Ching-te disse que a ilha deveria estar aberta à energia nuclear para atender à demanda energética.

•      O movimento de evitar usinas surgiu após o desastre de 2011 na província de Fukushima, no Japão.

Na Coreia do Sul, o governo anunciou que vai acelerar a retomada de 5 das 10 geradoras nucleares em manutenção.

Consequências prolongadas. Mesmo que a turbulência no Oriente Médio se acalme, a avaliação é de que as entregas de GNL provavelmente permanecerão afetadas por anos.

[+] Alguns países correram para outras fontes energéticas, como o carvão. Reportagem do Financial Times discute se a guerra do Irã atrapalha a transição energética.




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