- Renda Fixa e
Multimercado
Iniciamos 2025 citando as preocupações e até mesmo pessimismo que víamos
expresso nos ativos, tanto locais quanto internacionais e, apesar de
compreendermos o racional por trás, víamos espaço para alguma descompressão de
prêmios, o que se verificou em janeiro, especialmente aqui no Brasil.
Nos EUA,
o foco das primeiras medidas de Trump não foram tarifas, o que foi bem recebido
pelos mercados.
Ainda, o FED manteve os juros estáveis mas sem descartar a continuidade
no ciclo de cortes.
Outro tema relevante e com potencial disruptivo veio da IA,
numa disputa que pode trazer ganhos de produtividade mas questiona múltiplos de
algumas cias de tecnologia.
No Brasil, dados ainda incipientes indicam alguma desaceleração na
atividade, que sinalizávamos anteriormente, enquanto inflação e expectativas
continuaram deteriorando.
Nessa embate, vimos o BCB elevar a taxa Selic para 13,25%, indicar novo
ajuste de mesma magnitude adiante, mas com um discurso um pouco mais dovish.
Com Brasília de férias, os ruídos fiscais foram reduzidos. Nesse ambiente,
vimos o Real e Bolsa apreciando 5%, e na RF destaque para os prefixados,
enquanto as NTN-Bs mais longas não acompanharam o bom desempenho dos demais
ativos.
Adiante, apesar de não ter sido principal foco de Trump em seus
primeiros dias, isso não significa que não teremos volatilidade adiante sobre o
tema, que ainda é principal ponto de atenção na conjuntura internacional.
Também, o debate sobre a até onde vai o ciclo do FED deve perseguir e
entendemos que há espaço para cortes adicionais em 2025, apesar das incertezas
no cenário.
Aqui, do lado econômico estaremos atentos aos sinais de desaceleração
econômica e a maneira como Brasília, que retorna de férias, reagirá a isso.
Esse tema, num ambiente de fragilidade fiscal, preocupa bastante.
E esse mesmo tema tem relação importante com pesquisas de popularidade
do presidente Lula, que tem suscitado inclusive algum debate antecipado sobre
eleições em 2026, o que por ora vemos como prematuro mas entendemos que deve
ganhar corpo ao longo do ano.
Num cenário de elevada complexidade, embora os
ativos locais sigam descontando, vislumbramos volatilidade a frente num ano que
tende a ser bastante fluído para os ativos locais
O Ibovespa encerrou o
mês com valorização de +4,86%. Os demais índices tiveram as seguintes
variações: S&P 500 +2,70% (USD), Euro Stoxx +7,98% (EUR) e Nikkei -0,81%
(JPY).
Nas commodities, o petróleo tipo Brent fechou em US $ 76,48 (+3,02% no
mês) e o minério de ferro em US $ 105,70 (+5,64% no mês).
Os mercados recuperaram
em janeiro com a percepção que o governo Trump não começou tão protecionista,
dólar perdeu força e as commodities subiram.
Diferente da
expectativa, a composição dos integrantes do alto escalão do governo escolhida
pelo presidente Trump não defendem um dólar forte, isso seria positivo para as
economias emergentes.
Na reunião do FOMC, o
FED manteve a taxa de juros dos EUA no patamar atual, 4,5%, alegando condições
ainda adversas na atividade econômica, mercado de trabalho permanece resiliente
e inflação persistente.
O segmento de
inteligência artificial foi abalado com a empresa chinesa DeepSeek
desenvolvendo uma plataforma artificial com desempenho semelhante às correntes
americanas, há um valor muito mais barato.
Mesmo com um início de
governo mais brando e menos barulhento do que esperado, existe o risco de novas
tarifas e mais protecionismo vindo do presidente Trump.
Consequentemente,
esperamos aumento da volatilidade.
No Brasil o Copom elevou
a taxa de juros em 100 p.p., para 13,25%, sinalizando novo aumento da mesma
magnitude para próxima reunião, o que já era esperado.
A surpresa na
comunicação foi que o BCB vai esperar os dados de atividade e inflação para
novas diretrizes.
Após 4 meses consecutivos de queda (-11,56%) a bolsa
recuperou em janeiro, subindo +4,86%, mês, mesmo com o investidor estrangeiro não
comprando com volume significativo.
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