Investidores fogem de ações que temem estar sob
ameaça da IA.
Cesta de 26
empresas identificadas como as mais vulneráveis à IA teve desempenho inferior
ao S&P500 em 22 pontos percentuais desde meados de maio
inss Previdência
A marca da inteligência artificial nos mercados
financeiros dos EUA é inconfundível. A Nvidia é a empresa mais valiosa do mundo,
com quase US$ 4,5 trilhões. Startups, desde a OpenAI até a Anthropic, arrecadaram
dezenas de bilhões de dólares.
Mas há um lado negativo da nova tecnologia que os investidores estão cada
vez mais observando: ela ameaça revolucionar indústrias, assim como a internet
fez anteriormente.
E os investidores começaram a apostar exatamente onde essa
disrupção ocorrerá em seguida, abandonando ações de empresas que alguns
estrategistas esperam que vejam quedas na demanda à medida que aplicações de IA
sejam mais amplamente adotadas.
Entre elas estão empresas de desenvolvimento web
como Wix.com., a empresa de imagens digitais Shutterstock e a desenvolvedora de
software Adobe.
O trio faz parte de uma cesta de 26 empresas identificadas
pelos estrategistas do Bank of America como as mais vulneráveis à IA.
O grupo
teve desempenho inferior ao índice S&P 500 em cerca de 22 pontos
percentuais desde meados de maio, depois de mais ou menos acompanhar o mercado
desde a estreia do ChatGPT no final de 2022.
O sentimento negativo entre os investidores surge à
medida que a IA está mudando tudo, desde a forma como as pessoas obtêm
informações na internet até como as faculdades funcionam.
Mesmo empresas na
vanguarda do desenvolvimento da tecnologia, como a Microsoft, têm cortado
empregos à medida que a produtividade melhora e para abrir caminho para mais
investimentos em IA.
Para muitos observadores do setor de tecnologia, está se
aproximando o momento em que a IA se tornará tão difundida que empresas
começarão a falir.
A ansiedade sobre o impacto da IA nas empresas
existentes ficou evidente na semana passada, quando as ações da Gartner
despencaram depois que a empresa de pesquisa de mercado cortou sua previsão de
receita para o ano.
A ação caiu 30% em cinco dias, sua maior queda semanal já
registrada.
FOLHA DE SÃO PAULO