BC começa a rastrear bets ilegais após TCU apontar
deficiências do governo
- Bancos usarão sistema de monitoramento de golpe do Pix para marcar
transações de bet irregular
- TCU estima que bets ilegais movimentem entre R$ 26 bilhões e R$ 40
bilhões ao ano no país
O Banco Central começa a rastrear, nesta
quinta-feira (21), pessoas e empresas suspeitas de atuarem como bets ilegais.
Isto é, bancas sem licença do governo que oferecem apostas esportivas e jogos
online como o Fortune Tiger (jogo do tigrinho) e não pagam impostos nem
repassam receitas ao governo.
O
monitoramento depende de adaptações das instituições financeiras reguladas pelo
BC, que podem aderir desde já à iniciativa e terão até 1º de dezembro para
implementar o monitoramento.
O
jogador que fizer aposta em uma bet ilegal também receberá uma marcação
interna. Para isso, as instituições financeiras usarão o Fraud Marker, mesmo
sistema em que há a denúncia de golpes do Pix. Todos os sites legalizados de
apostas têm o endereço finalizado com o domínio .bet.br.
A
autoridade monetária afirma que as instituições financeiras deverão fazer as
marcações sob sigilo, para garantir o respeito à LGPD (lei geral de proteção de
dados) e à livre concorrência.
O TCU estima que as bets ilegais movimentem entre R$ 26 bilhões e R$ 40
bilhões ao ano, o que significaria taxa entre 41% e 51% do dinheiro destinado a
jogo no Brasil. Os dados constam de estudo da LCA contratado por bets e
revisado pelo tribunal.
FOLHA DE SÃO PAULO