PERSPECTIVA SEMANAL



  • PIB do 2º trimestre confirma desaceleração gradual

Na semana passada, a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre confirmou a perda de fôlego da atividade econômica brasileira. 

A economia avançou 2,2% na comparação anual, e 0,4% na trimestral, sinalizando desaceleração e com resultados abaixo das expectativas de mercado e da SulAmérica Investimentos, que  projetava quedas mais pronunciadas, de 2% A/A e 0,2% T/T.

Na Indústria, houve recuperação após um primeiro trimestre fraco, embora de forma bastante desigual entre os segmentos. 

O resultado foi sustentado quase exclusivamente pela Indústria Extrativa, enquanto a Transformação e a Construção seguiram pressionadas pela política monetária restritiva. 

Já o setor de Serviços manteve desempenho positivo, com a maioria dos segmentos registrando expansão marginal. 

Do lado da demanda, o consumo das famílias seguiu em alta, mas em ritmo mais moderado, beneficiado pelo mercado de trabalho resiliente e por estímulos governamentais.

Na visão da SulAmérica Investimentos, o cenário de desaceleração não se altera. 

O segundo trimestre marcou um ponto de partida em patamar mais elevado do que o previsto pelas nossas projeções, influenciado por fatores como a agropecuária, que teve crescimento concentrado no primeiro trimestre. 

Esse impulso, contudo, não se repetirá adiante, nossa expectativa é de que o pico local da atividade terá sido no 2º trimestre do ano.

Com a surpresa positiva no ponto de partida, o debate agora se desloca para a velocidade da desaceleração da atividade econômica. 

A questão central é avaliar em que ritmo a economia perde fôlego, já que os dados retroativos mostraram uma desaceleração menos intensa do que se antecipava.

Em resumo, o fim da contribuição positiva da agropecuária, os efeitos da política monetária contracionista e o ambiente internacional mais adverso devem limitar o crescimento do Brasil. 

Ainda assim, fatores como a resiliência do mercado de trabalho e novas medidas de estímulo fiscal devem oferecer alguma sustentação.

  • Destaques da semana

Estados Unidos:

A agenda da semana está recheada de dados de inflação e de indicadores relacionados às expectativas de consumidores e instituições.

•    Segunda-feira (8): Expectativas de Inflação do Fed de Nova York (agosto); Crédito ao Consumidor (julho).

•    Terça-feira (9): Confiança do Pequeno Empresário (NFIB/agosto); Censo Trimestral de Emprego e Salário (QCEW)

•    Quarta-feira (10): Índice de Preços ao Produtor (PPI/agosto); Estoques no Atacado (julho).

•    Quinta-feira (11): Índice de Preços ao Consumidor (CPI/agosto); Pedidos Semanais de Seguro-Desemprego.

•    Sexta-feira (12): Prévia da Confiança do Consumidor da Universidade de Michigan (setembro).

Europa

O foco da semana recai sobre a decisão de taxa de juros do Banco Central Europeu e discursos de dirigentes do BCE, com destaque para a fala da presidente Christine Lagarde.

•    Segunda-feira: Produção Industrial da Zona do Euro (julho); Confiança do Investidor (Sentix/setembro); discurso de François Villeroy (BCE).

•    Terça-feira: Discursos de Joachim Nagel e François Villeroy (BCE).

•    Quinta-feira: Decisão de Taxa de Juros do Banco Central Europeu; discurso da presidente do BCE, Christine Lagarde.

•    Sexta-feira: Produção Industrial do Reino Unido (julho), CPI da Alemanha (agosto); discursos de Olli Rehn, Martin Kocher e Joachim Nagel (BCE).

Ásia:

Os principais destaques da semana são os dados de atividade econômica no Japão e de inflação na China.

•    Segunda-feira: PIB do 2T2025 do Japão; Conta Corrente do Japão (julho); Balança Comercial da China (agosto).

•    Terça-feira: Pedidos de Máquinas do Japão (agosto).

•    Quarta-feira: Índice de Preços ao Produtor da China (PPI/agosto); Índice de Preços ao Consumidor da China (CPI/agosto).

•    Quinta-feira: Índice de Preços ao Produtor do Japão (PPI/agosto).

•    Sexta-feira: Produção Industrial do Japão (julho).

Brasil:

Indicadores de atividade econômica e de inflação dominam a agenda doméstica.

•    Segunda-feira: FGV CPI IPC-S (1ª semana de setembro); Relatório Focus; IGP-DI (agosto); Balança Comercial Semanal.

•    Terça-feira: IPC-Fipe (1ª semana de setembro); Anfavea (agosto).

•    Quarta-feira: IPCA (agosto).

•    Quinta-feira: Pesquisa Mensal de Comércio (julho).

•    Sexta-feira: Pesquisa Mensal de Serviços (julho).



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