Cadê os
R$ 17 bi que estavam aqui?
Junho
não foi um bom mês para os fundos de renda fixa. Até o dia 29, houve uma saída
líquida de R$ 17,2 bilhões desses ativos. Mas nem sempre foi assim: R$ 130,3
bilhões foram investidos de janeiro a março na modalidade.
O que
explica? Os fundos passam por um período de alta volatilidade, incomum para um
investimento feito por quem busca previsibilidade.
O
mercado projeta que a Selic (hoje em 14,25% ao ano) será maior nos próximos
meses e anos devido a instabilidades econômicas, como a guerra no Irã e o
último Copom.
•
O colegiado cortou a taxa como esperado, mas a comunicação que acompanhou a
decisão foi considerada “confusa” por analistas.
•
A incerteza faz os investidores perderem a confiança na capacidade do órgão de
controlar a inflação, e apostarem em juros maiores.
Se a
expectativa de juros futuros sobe, os títulos de renda já emitidos perdem valor
de mercado. Isso acontece principalmente com ativos atrelados à inflação. Uma
Selic mais alta ajuda a frear o consumo e diminuir a alta dos preços.
Para
que os títulos antigos fiquem mais atrativos e consigam ser negociados, o preço
cai.
O
resultado? Preocupados com as oscilações, os investidores preferiram sacar o
dinheiro e aceitar o prejuízo a arcar com perdas mais expressivas.
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FOLHA MERCADO