BRINQUEDOS ESTRELA


🧸 Estrela perde o brilho

 Muito antes da chegada dos tablets, streamings e redes sociais, os brinquedos, particularmente os da Estrela, ocupavam quartos, salas e listas de Natal. A famosa fabricante entrou com um pedido de recuperação judicial.

A empresa alegou a necessidade de reestruturar suas obrigações financeiras, afetadas pela combinação de juros elevados, crédito mais restrito e mudanças no consumo das crianças.

🔢 E os números? A empresa não publica balanços trimestrais desde março do ano passado. O documento mais recente se refere ao exercício fiscal de 2024 e mostra a piora financeira ao longo dos últimos anos. Naquele período, foram:

•      R$ 553,7 milhões de patrimônio líquido negativo.

•      R$ 626 milhões de prejuízos acumulados.

•      R$ 24,2 milhões de débitos só em 2024.

A Estrela não divulgou o valor da dívida, mas o jornal Valor Econômico fala em R$ 109,1 milhões.

🧍‍♀️A alegria dos mais novos. Fundada em 1937, a empresa marcou gerações com brinquedos como Susi, Topo Gigio e Fofolete. Apostou em licenças de personagens de TV e influenciadores para acompanhar as mudanças de comportamento das crianças.

Mais recentemente, entre 2000 e 2020, a Estrela modernizou clássicos e ampliou a atuação em brinquedos colecionáveis. Ainda assim, a companhia teve dificuldade para competir com produtos importados mais baratos e, agora, com jogos digitais e redes sociais.

📉 Coincidência? Outras recuperações judiciais foram tema recente desta newsletter. Se você é um leitor assíduo, deve se lembrar que há pouco mais de uma semana o Grupo Toky também entrou com um pedido semelhante.

A dona das marcas Tok&Stok e Mobly também atrelou suas dificuldades financeiras à alta dos juros, que está em dois dígitos desde 2022.

O aumento dos pedidos de RJ reflete a dificuldade de muitas empresas em se adaptar à nova realidade do mercado, explica o advogado Aislan Campos Rocco, sócio do Barroso Advogados Associados.

•      “O cenário de inflação elevada, juros altos e retração do consumo reduziu significativamente a capacidade de geração de caixa das empresas”, diz.



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