Empresários silenciam e elevam grau de incertezas
após assassinato de petista.
Percepção é a de
que insegurança dos períodos eleitorais foi potencializada.
Apesar do silêncio
do setor empresarial, que evitou fazer avaliações públicas sobre o assassinato do tesoureiro do PT Marcelo de Arruda pelo
bolsonarista Jorge Guaranho, empresários e diretores de grandes
companhias elevaram o grau de preocupação com a escalada da violência política nos
próximos meses.
Em conversas
privadas, a percepção é que a habitual incerteza inerente aos períodos
eleitorais foi potencializada e pode atrapalhar as previsões nos negócios.
Para o presidente
do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, que vem estudando a polarização na
pré-campanha, a preocupação com a democracia, que já alerta segmentos do
empresariado, deve se intensificar.
"Temos
visto parlamento europeu pressionando por investigação de
crimes na Amazônia, temos visto deputados nos EUA pedindo apuração sobre interferência de
militares nas eleições.
E os representantes do PIB, que é quem mais
perde com tudo isso, começam a aumentar articulações que já existiam para a
garantia do Estado democrático de Direito", diz Meirelles.
Empresários
bolsonaristas que costumam se posicionar sobre o noticiário nas redes sociais
emudeceram diante da morte de Arruda.
Nem Luciano Hang
nem Salim Mattar ou Winston Ling, que se alinharam a Bolsonaro em 2018, quando
o então candidato foi esfaqueado na campanha, quiseram comentar.
FOLHA DE SÃO PAULO