“Eu amo a inflação.” Donald Trump.
Parece loucura um líder comemorar a alta de preços, a perda do poder de compra e o empobrecimento
da população.
Mas, no xadrez do poder, a lógica é outra.
A inflação, que nos EUA atingiu o maior nível em 3 anos, é um imposto invisível. Ela corrói seu salário, mas também corrói o valor real das dívidas, e os EUA têm uma dívidapública GIGANTESCA.
Para Trump, a inflação não é um problema, é uma “solução”.
Quanto maior a inflação, menor se torna o peso da dívida em relação à economia.
É uma forma de evitar um calote que mergulharia o país em uma crise financeira.
Uma manobra para um problema sério, mas com efeitos colaterais devastadores que nós, brasileiros, conhecemos
muito bem.
A conta dessa “solução” é paga pela população, com:
- Poder de compra derretendo.
- Juros mais altos para controlar a inflação.
- Crédito mais caro.
- Menos investimentos e crescimento econômico.
- Queda no número de empregos.
O irônico? Boa parte dessa inflação foi causada por medidas do próprio Trump, como as tarifas de importação.
No fim, a dívida pública, seja no Brasil, por excesso de gastos, ou nos EUA, por corte de impostos sem corte de gastos, sempre acaba sendo paga de duas formas: com mais impostos ou com inflação.
Adivinhe quem sempre está do lado pagador da conta?
Entender como as decisões de governantes, aqui e lá fora, afetam diretamente seu dinheiro é fundamental.
RICARDO AMORIM