ECONOMIA


Inflação nos EUA continua elevada em julho; PIB do 2º trimestre permanece inalterado em 1,5%

  • Índice PCE ficou em 3,7% em julho, bem acima da meta de 2% do banco central americano
  • Guerra com o Irã e tarifas de Trump contribuíram para pressionar os preços

A inflação anual dos Estados Unidos permaneceu bem acima da meta de 2% do Fed (Federal Reserve) em julho pelo 65º mês consecutivo, e a pausa na queda em relação ao pico recente induzido pela guerra com o Irã provavelmente contribuirá para o tenso debate do banco central americano sobre se a taxa de juros deve ser elevada ou mantida.

O índice de preços PCE subiu 3,7% nos 12 meses até julho, repetindo a taxa de junho, informou nesta quarta-feira (26) o Bureau de Análise Econômica do Departamento de Comércio. 

Economistas consultados pela Reuters previam alta de 3,6% para o PCE, que o Fed utiliza para definir sua meta.

O PCE disparou para a máxima em três anos de 4,1% em maio depois que o presidente Donald Trump lançou no final de fevereiro ataques aéreos em conjunto com Israel contra o Irã, fazendo com que os preços da energia disparassem, já que o conflito interrompeu cerca de um quinto do abastecimento global de petróleo.

A inflação medida pelo PCE atingiu o pico de 7,2% em junho de 2022, e os aumentos mais acentuados dos juros pelo Fed desde a década de 1980 ajudaram a colocá-la em um caminho de retorno aos 2%. 

Essa trajetória mudou no ano passado, depois que Trump desencadeou uma onda de tarifas de importação ao retornar à Casa Branca, elevando os preços de uma ampla gama de produtos, com a guerra no Irã agravando essas pressões.

Na comparação mensal, o PCE subiu 0,2% em julho —também acima das previsões dos economistas—, após cair 0,1% em junho, que havia sido o resultado mais fraco desde abril de 2020.



FOLHA DE SÃO PAULO
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