Operações contra fraudes no INSS miram documentos
falsificados e vazamento de dados; veja os casos.
- Órgão investiga suposto roubo de dados, concessão irregular de
benefícios e uso indevido de informações
- Golpes contra beneficiários geram prejuízos milionários para a
Previdência
A PF (Polícia Federal) faz, em parceria com
diferentes órgãos de controle, operações frequentes para desarticular esquemas
de fraudes contra a Previdência Social, que investigam desde o roubo de dados
até a concessão irregular de benefícios e o uso de informações falsas para
receber aposentadorias e pensões de forma indevida.
Grande parte dessas investigações ocorre por meio
da Força-Tarefa Previdenciária, criada em conjunto com o MPS (Ministério da
Previdência Social) para combater de maneira sistemática crimes estruturados
contra o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Entre os órgãos envolvidos nas operações está
também a Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária e o próprio INSS.
Apenas em 2024, foram 845 ações, que resultaram em 820 prisões, com 17 delas
envolvendo servidores.
Em abril deste ano, a "Operação sem
Desconto", realizada pela PF e pela CGU (Controladoria-Geral da União),
ficou famosa ao revelar suposto esquema bilionário de descontos irregulares em
benefícios previdenciários feitos por sindicatos e associações.
O escândalo das
fraudes nos descontos virou alvo de uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de
Inquérito) no Congresso, instalada no mês passado.
FOLHA DE SÃO PAULO