O número de idosos com
100 anos ou mais saltou de 22,7 mil, em 2010, para 37,8 mil em 2022, de acordo
com o IBGE.
O Brasil possui mais de 220 centenários e 20 supercentenários
(pessoas com mais de 110 anos) certificados, espalhados por todo o país.
“Quanto mais a pessoa
vai envelhecendo, maior vai sendo o peso da genética e menos importante o
ambiente”, diz a geneticista Mayana Zatz, à frente do estudo da USP
(Universidade de São Paulo) que mapeou os centenários brasileiros.
Traduzindo,
o Brasil, com toda a sua carga de problemas e notórias dificuldades em sair da
condição de país de renda média, tem alguma chance de fazer bonito quando o
assunto é longevidade.
“As pessoas sempre falam
dos japoneses, mas não tinham ideia que a nossa população miscigenada podia ter
pessoas tão longevas, " diz a cientista.
Um levantamento publicado na
revista Science aponta que 55% da longevidade é determinada exclusivamente pela
genética, o que significa serem grandes as chances de se encontrar pessoas mais
idosas vivendo em condições menos favoráveis.
Não à toa, durante a pandemia,
alguns centenários brasileiros passaram ilesos pela Covid-19.
JORNAL DA USP