Uso de canetas emagrecedoras pode acelerar a perda de massa muscular em
idosos.
Parece ser papel de nossas entidades fechadas alertar especialmente os
seus assistidos dos riscos envolvidos no uso sem controle médico de canetas
emagrecedores.
Para os idosos há pontos que merecem atenção especial.
O uso de canetas emagrecedoras por pessoas idosas requer cuidados para
não acelerar o declínio funcional, avaliou o presidente da Sociedade Brasileira
de Geriatria e Gerontologia (SBGG), Leonardo Oliva.
Sem uma orientação
adequada, as pessoas de 60 anos ou mais podem sofrer um risco mais imediato dos
efeitos adversos. Estão incluídos principalmente náuseas e vômitos, além de
dificuldade de ingestão de alimentos e água, podendo ocasionar até desidratação
e distúrbios eletrolíticos, situação que é potencialmente grave, disse Oliva.
A
médio prazo, também pode ocorrer desnutrição.
Outro risco muito importante e significativo na população idosa é
a perda de massa muscular quando
a pessoa emagrece.
“Cerca de um terço do peso que a gente perde, com o uso
dessas medicações, é peso em músculo, em massa magra. Não tem como a gente
emagrecer apenas a gordura. O corpo perde gordura, mas perde também músculo”.
Na população com mais idade, essa perda de massa muscular pode significar perda
de função, de funcionalidade, isto é, da capacidade de fazer as atividades do
dia a dia.
- 68% dos brasileiros estão acima do peso, segundo o Worlds Obesity
Atlas
- 31% dos brasileiros são obesos, segundo o mesmo estudo
- 1,1% e 2,5% dos brasileiros, com sobrepeso e obesidade,
respectivamente, têm acesso hoje às chamadas canetas emagrecedoras.
G1