A diversidade etária já conseguiu tornar-se assunto de conversas, mas a
verdade é que não passa muito disso
Pesquisa da Rhopen, gestora de recursos humanos, em parceria com a
Maturi, especializada na inclusão de trabalhadores 50+.
Conforme o levantamento, no qual foram ouvidos 114 profissionais de RH,
nada menos de 84% das organizações consideradas na amostra não possuem
políticas formais de diversidade etária.
Ao lado disso, 78% dos entrevistados
afirmam que as organizações em que atuam não promovem ações de conscientização
sobre etarismo, ao mesmo tempo em que 94% afirmam que tais empresas não possuem
metas de inclusão dessa faixa de trabalhadores excluídos.
O termo “ageism” (idadismo) foi cunhado pelo gerontólogo Robert Butler,
que o definiu como um conjunto de atitudes que perpetuam visões negativas sobre
o envelhecimento.
Tolerar essas manifestações aprofunda o estigma e enfraquece a cultura
organizacional.
No cotidiano corporativo, ele aparece mascarado em expressões
como “perfil jovem”, “sangue novo” ou “energia renovada”. Embora pareçam
inofensivas, essas frases reforçam a ideia de que apenas a juventude é sinônimo
de competência e vitalidade.
VALOR