Não tenha pena dos millennials, eles estão
melhorando de vida
- Levantamento mostra que, em 29 dos 32 países ricos analisados, a
geração tem renda real superior à das anteriores na mesma idade
- Mercado de trabalho aquecido e aposentadoria de trabalhadores mais
velhos favorecem a ascensão profissional
Alguns
dos clichês sobre os millennials ainda são verdadeiros.
Nos Estados Unidos, essa geração, hoje entre pouco
mais de 30 e cerca de 45 anos, pode ter gastado aproximadamente US$ 1,5 bilhão
em abacates no ano passado, segundo uma estimativa aproximada da The Economist.
Os millennials também realmente
compram mais cerveja artesanal do que outras faixas geracionais.
Mas,
nos países ricos, um estereótipo ainda mais persistente sobre eles deixou de
corresponder aos fatos. Eles já não enfrentam as mesmas dificuldades de antes.
Muitos ganham mais do que seus pais. Um número crescente ocupa cargos de
verdadeiro poder nos negócios, na política e na cultura. A proporção de
proprietários de imóveis aumenta rapidamente.
Isso
representa uma guinada radical em relação à década de 2010, quando os
millennials estavam na casa dos 20 anos. Durante o pior momento da crise
econômica da Grécia, o desemprego entre os jovens superava 50%.
Além de
estarem bem, em média, muitos millennials estão chegando ao topo. Um millennial
americano tem hoje a mesma probabilidade de ocupar um cargo de gestão que um
integrante da geração X tinha na mesma idade.
O crescimento do setor de tecnologia nos Estados Unidos também enriqueceu a geração: os
millennials representam quase um décimo dos bilionários americanos, mais que o
dobro da participação da geração X em 2011.
Millennials comandam a Anthropic, a
OpenAI e a Meta, três potências da inteligência artificial — e, portanto, controlam uma das tecnologias mais
transformadoras já criadas.
THE ECONOMIST