IA supera crime cibernético e lidera
ranking de riscos do setor de seguros no Brasil
A inteligência
artificial assumiu, pela primeira vez, o posto de principal risco emergente
para o setor de seguros no Brasil, segundo o relatório Insurance Banana Skins
2025, da PwC em parceria com a London Foundation for Banking &
Finance.
O estudo mostra
uma mudança relevante na percepção das seguradoras: o crime cibernético, que
liderava o ranking nas edições anteriores, caiu para a segunda posição, dando
lugar às preocupações com o uso indevido, a má governança da IA e o aumento de
fraudes impulsionadas por tecnologias generativas.
No Brasil, os
riscos estruturais ganharam peso.
O capital humano saltou da 10ª para a 5ª
posição no ranking, refletindo a escassez de profissionais qualificados,
enquanto as mudanças climáticas apareceram pela primeira vez entre os dez
principais riscos, ocupando a 6ª colocação — avanço expressivo em relação à
edição de 2023, quando sequer eram citadas.
O relatório também
destaca as dificuldades das seguradoras em atualizar sistemas legados de TI,
fator que compromete a inovação e amplia ineficiências operacionais em um
mercado cada vez mais competitivo, pressionado pela atuação de insurtechs e
plataformas digitais.
Apesar do alto
nível de ansiedade identificado, a PwC avalia que o setor de seguros brasileiro
apresenta um grau de prontidão para responder aos riscos acima da média global.
SONHO SEGURO