Diretora da FF Seguros mostra que tecnologia sem humanização não garante
crescimento.
Em meio a um
mercado que vive uma revolução regulatória e tecnológica, seguradora aposta na
combinação de inteligência artificial, cultura ética e liderança humanizada
para sustentar sua estratégia de expansão no Brasil
Em meio ao cenário desafiador que o setor de
seguros enfrenta no Brasil — com a chegada do novo Marco Legal de Seguros, a
regulamentação das cooperativas de proteção veicular, obrigatoriedade de
aportes em projetos ambientais e mais recentemente a cobrança de IOF do VGBL
sem aviso prévio —, é preciso muita calma para não deixar escorrer pelos dedos
um setor que é tido mundialmente como uma grande oportunidade de investimento
por viver atualmente o que podemos chamar de caos, com tantas mudanças necessárias
para se adaptar a novas regras da Superintendência de Seguros Privados
(Susep).
Explica Isabel Alves Azevedo, executiva de Pessoas
& Transformação da FF Seguros. “Tentar controlar o caos, na maioria das
vezes, apenas paralisa”, reflete. “O que o contexto exige da liderança é outra
coisa: agir com consistência, ética e coragem — mesmo quando o cenário ainda
não oferece garantias.”
Ela participou, na semana passada, de um encontro
com os colaboradores com foco em compliance e reforça: “No caos, a ética
não é o que freia. É o que garante movimento com discernimento.”
A ambição é clara. A companhia projeta uma expansão
consistente, lastreada em tecnologia, uso intensivo de dados e inteligência
artificial (IA). Mas, nesse ambiente em que algoritmos são capazes de tomar
decisões em milissegundos, surge um desafio silencioso, porém vital: como
preservar o fator humano, a empatia e o julgamento ético em meio a tamanha
velocidade e complexidade?
“A inteligência artificial já é parte do cotidiano
das organizações — e vivemos, de fato, uma overdose de ferramentas, plataformas
e soluções que prometem eficiência em escala”, afirma.
“Mas o verdadeiro
diferencial competitivo não está na tecnologia isolada. Está no encontro
entre dados precisos e decisões com propósito.” Ela reforça que, em um
mundo cada vez mais automatizado, a vantagem está em traduzir dados em decisões
que geram sentido — para as pessoas e para os clientes.
SONHO SEGURO