Orçamento em foco: meta de júri no radar, mas com
dúvidas relevantes.
Na próxima sexta-feira o governo deve enviar ao
Congresso a proposta orçamentária para 2026.
A expectativa é de que o texto
traga um desenho compatível com o cumprimento da meta de resultado primário
definida pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
Para isso, o Executivo
deve recorrer a medidas extraordinárias de receita e, possivelmente, projetar
um comportamento otimista das despesas.
A retomada do aumento do IOF e a aprovação da PEC
66 - na Câmara, mas ainda falta a aprovação do Senado - ajudam a viabilizar, no
papel, o cumprimento da meta.
Ainda assim, permanecem dúvidas relevantes sobre
a consistência do esforço fiscal. Parte das medidas depende de hipóteses
otimistas, enquanto outras carregam limitações de execução.
Além disso, o ano
de 2026 estará sujeito às restrições impostas pela lei eleitoral, o que pode
reaquecer o debate orçamentário no fim deste ano.
Assim, o envio do orçamento deve reduzir a
probabilidade de mudança formal da meta no curto prazo, mas não resolve as
preocupações estruturais.
O quadro segue de endividamento crescente e ausência
de superávits consistentes, mantendo o debate fiscal no centro da atenção dos
mercados.
Destaques da semana
Brasil:
A agenda inclui a divulgação de dados fiscais, de
mercado de trabalho e de inflação. Para o IPCA-15 de agosto, a projeção da
SulAmérica Investimentos é de -0,22%M/M.
• Segunda-feira (25): FGV CPI IPC-S (3ª
semana de agosto), Confiança do Consumidor (agosto), Relatório Focus e Balança
Comercial Semanal.
• Terça-feira (26): IPC-Fipe (3ª semana de
agosto), Conta Corrente (julho) e IPCA-15 (agosto).
• Quarta-feira (27): Dados de Crédito (julho)
e Dívida Pública Federal (julho).
• Quinta-feira (28): IGP-M (agosto) e
Resultado Primário do Governo Central (julho).
• Sexta-feira (29): PNAD (julho), Caged
(julho) e Resultado Primário (julho).
Estados Unidos:
A agenda da semana tem como destaque a publicação
de dados de atividade e inflação, além de discursos de dirigentes do Fed.
• Segunda-feira (25): Vendas de Novas
Casas (julho), Índice de Atividade do Fed Chicago (julho), Sondagem Industrial
do Fed Dallas (agosto), Licenças de Construção (julho) e discursos de Logan e
Williams (Fed).
• Terça-feira (26): Encomendas de Bens
Duráveis (prévia de julho), Índice de Atividade de Serviços do Fed Dallas
(julho), Preços Residenciais FHFA (junho), Sondagem Industrial do Fed Richmond
(agosto), Confiança do Consumidor (agosto) e discurso de Barkin (Fed).
• Quarta-feira (27): Discurso de Barkin
(Fed Richmond).
• Quinta-feira (28): PIB do 2º trimestre (QoQ
anualizado), Consumo Pessoal (2º tri), discurso de Waller (Fed), Pedidos
Semanais de Seguro-Desemprego e Sondagem Industrial do Fed Kansas (agosto).
• Sexta-feira (29): Renda Pessoal (julho),
Gastos Pessoais (julho), Deflator do PCE (julho), Confiança do Consumidor da
Universidade de Michigan (agosto), Estoques no Atacado (julho) e Índice de
Atividade de Serviços do Fed Kansas (agosto).
Europa
A agenda da semana contará com a divulgação de
indicadores de confiança, indicadores de atividade econômica, inflação e
discursos de membros do Banco Central Europeu.
• Segunda-feira (25): Índice IFO de Clima de
Negócios da Alemanha (agosto).
• Terça-feira (26): Discurso de
Villeroy, membro do ECB.
• Quarta-feira (27): GfK – Confiança do
Consumidor da Alemanha (setembro).
• Quinta-feira (28): Discurso de Rehn
(ECB) e Confiança do Consumidor da Zona do Euro (agosto).
• Sexta-feira (29): Vendas no Varejo da
Alemanha (julho), CPI da França (prévia de agosto), PPI da França (julho), PIB
do 2º trimestre da França, CPI da Alemanha (prévia de agosto), Taxa de
Desemprego da Alemanha (agosto), discurso de Guindos (ECB) e Expectativa de
Inflação de 1 e 3 anos (julho)
Ásia:
Destaque para a publicação de dados de atividade
econômica e inflação no Japão.
• Terça-feira (26): Lucros Totais da
Indústria da China (julho).
• Sexta-feira (29): Taxa de Desemprego do
Japão (julho), CPI de Tóquio (agosto), Produção Industrial (julho, preliminar)
e Vendas no Varejo (julho).
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