PREVIDÊNCIA SOCIAL 1


Previdência desafia cada vez mais, aponta Teixeira da Costa.

Em artigo o economista Roberto Teixeira da Costa diz que a realidade brasileira inviabiliza que o sistema da Previdência sobreviva sem a contribuição do Estado, algo que, com a questão fiscal no radar dos mercados, poderá tornar necessárias medidas mais radicais. ​​

Diz também ser cada vez maior a relevância do déficit previdenciário. Nos últimos meses, passou a haver maior cobertura pela mídia alertando sobre o impacto do aumento da carga sobre as despesas públicas. 

O Centro de Liderança Pública alerta para o impacto dos efeitos do rápido envelhecimento da população brasileira nas contas públicas e o desequilíbrio na queda da taxa de natalidade nas últimas décadas. 

Recomendam medidas severas para desarmar o que técnicos chamam de bomba fiscal, agravado pelas novas tarifas que afetarão o emprego.

Teixeira da Costa lembra ter o economista Fábio Giambiagi indicado que a participação do gasto com a Previdência mais do que dobrou de 1997 até os dias de hoje. 

O peso do salário-mínimo como indexador dos beneficiários já representa 3,1% do PIB, sendo que em 1997 era 1,15%. 

Ele atribui principalmente à política de valorização do real (acima da inflação), que impacta o custo da Previdência Social. 

Anteriormente, o teto foi fixado no salário-mínimo, mas com sucessivos aumentos reais do piso, o teto de recebimento do INSS hoje foi estabelecido em                  R$ 8.157,14, passando a representar pouco mais de cinco vezes o salário-mínimo.

 



FOLHA DE SÃO PAULO
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