O que é?
Cibersegurança é o conjunto de práticas e
ferramentas usadas para proteger sistemas, dados e informações de uma empresa
contra acessos indevidos, vazamentos ou ataques digitais.
Na prática, ela tenta impedir que dados
estratégicos, informações de clientes e operações do negócio não sejam
comprometidos —algo cada vez mais crítico em um cenário em que praticamente
tudo passa por sistemas digitais.
"Não vai dar nada"... grande parte dos
incidentes começa com atitudes aparentemente inofensivas.
Clicar em links suspeitos, usar senhas fracas ou
repetir combinações em vários sistemas são exemplos clássicos vistos nos
escritórios.
• “O ataque [hacker]
muitas vezes explora uma distração, não uma falha técnica”, explica o
executivo.
Clique errado.
E-mails falsos estão entre os golpes mais eficazes.
Eles simulam urgência, imitam remetentes conhecidos e pressionam por uma ação
rápida.
Por isso, a regra básica é: desconfie de mensagens
fora do padrão —principalmente quando pedem dados ou acesso, explica Fernandes.
Eu, Robô.
O uso de ferramentas de inteligência artificial no
trabalho acende outro alerta.
Inserir informações internas em plataformas abertas
pode expor dados estratégicos sem que o usuário perceba.
• “Tudo o que você
coloca em uma ferramenta pode ser armazenado ou utilizado de alguma forma”, diz
Fernandes.
Ou seja: nada de colocar documentos, informações,
apresentações e dados corporativos no ChatGPT (ou Claude, Gemini, Copilot e
outros) sem autorização dos superiores. Resista à tentação, gafanhoto.
↳ Fernandes lembra
que é comum que bots de resumo e transcrição sejam adicionados a reuniões
online. Neste caso, é importante se lembrar de que, a partir do momento em que
uma IA está ouvindo tudo, esta reunião está acontecendo em praça pública. É
melhor agir como tal.
Dados valem ouro.
Nem sempre é óbvio o que é informação sensível.
Mas, na prática, tudo que envolve clientes, estratégias, contratos ou dados
internos deve ser tratado com cuidado.
Compartilhar arquivos fora dos canais oficiais ou
armazenar documentos em locais não autorizados aumenta o risco. Ou seja, também
vale tomar cuidado com o arquivamento de documentos em nuvem.
• “As pessoas acham
que os dados importantes estão trancados em um cofre na sala do presidente. Na
verdade, eles estão nas mãos de todo mundo. É o CPF de um cliente, o CNPJ de um
parceiro, o perfil de consumo de alguém. Tudo isso é sensível”, explica o
especialista.
Invasão a domicílio.
O trabalho remoto ampliou a superfície de ataque,
segundo o CEO da Dedalus. Redes domésticas, dispositivos pessoais e ambientes
menos controlados exigem atenção redobrada, uma vez que não possuem o mesmo
grau de segurança empregado em sistemas empresariais.
💬 Em uma frase… “segurança não é um serviço, é um
comportamento”, afirma Maurício Fernandes.
Pode ser que sua empresa te obrigue a assistir
treinamentos sobre cibersegurança e você ache um saco. No entanto, é importante
prestar atenção: o mundo da tecnologia muda rápido. Você pode até achar que
sabe tudo de tecnologia, mas vai que não se atualizou sobre os golpes mais
recentes?
O importante é não bancar o sabichão e prestar
atenção: é necessário estar 100% atento quando falamos de proteção.
Cultura importa. Treinamento ajuda, mas não resolve
sozinho.
Empresas que tratam segurança como parte da rotina,
e não como obrigação pontual, tendem a ter menos problemas, na observação do
executivo.
Isso passa por comunicação constante e por criar um
ambiente em que as pessoas se sintam responsáveis.
S.O.S.. Se você fez algo errado (ou tem a impressão
de que fez), a pior decisão é esconder. Quanto mais rápido a empresa souber,
maiores são as chances de conter o dano.
• “O tempo de
resposta faz toda a diferença em incidentes de segurança”, diz Fernandes.
Proteger a empresa também é parte do seu trabalho.
• "O que
diferencia o bom profissional do mediano é esse tipo de engajamento. É aquele
que deixa claro que se importa com o coletivo", declara.