O Sistema de Aposentadoria dos Funcionários Públicos da Califórnia (California Public Employees’ Retirement System – CalPERS), maior fundo de pensão dos EUA, considera mais que dobrar a sua alocação em títulos a fim de reduzir riscos e volatilidade.

O CalPERS agora avalia as opções disponíveis na renda fixa, parcela do portfólio que pode variar entre os atuais 19% até 44% de acordo com uma apresentação feita durante workshop voltado para os conselheiros do fundo na cidade de Sacramento. Já a renda variável pode sair dos atuais 50% para 34%. As ações foram a classe de ativos de melhor desempenho no ano fiscal de 2017, com retornos de quase 20%.

“Os mercados performaram bem e é possível que a equipe do CalPERS acredite que este é o momento ideal para resguardar parte dos ganhos”, disse Keith Brainard, diretor de pesquisa da Associação Nacional de Gestores Previdenciários Estaduais (National Association of State Retirement Administrators - NASRA), em entrevista telefônica.

Em 8 de novembro, o CalPERS possuía US$ 343,6 bilhões em ativos, 13% a mais que no ano anterior em função da combinação de retornos e aportes de empregados e contribuintes. Mas o fundo já havia perdido parte de seu patrimônio em períodos de baixa nos mercados, incluindo cerca de 25% nos 12 meses anteriores a junho de 2009 e 7% no ano fiscal de 2001.

            Os retornos dos títulos permanecem modestos devido aos baixos índices inflacionários, às políticas monetárias do Banco Central estadunidense e à busca por rentabilidade por parte dos investidores globais. O aumento da alocação reduziria a taxa de desconto do fundo ou retorno médio esperado para 6,5% em comparação aos 7% de meta anual adotados no ano passado. Uma meta mais baixa provavelmente demandará maiores contribuições dos empregadores e contribuintes, uma mudança a qual o conselheiro JJ Jelincic diz se opor.

Empregadores insatisfeitos

“Nós reduzimos as expectativas de retorno de tal forma que os empregadores estão reclamando. Não podemos bancar isso”, disse Jelincic. “Eu pessoalmente estaria disposto a assumir um pouco mais de risco.”

A alocação média nos planos públicos é de cerca de 23% em renda fixa e 49% em ações de acordo com dados da NASRA.

O conselho do CalPERS deverá votar as mudanças no portfólio em dezembro. Quase todas as participações do fundo em renda fixa e variável são gerenciadas internamente, enquanto ativos mais complexos, como private equity e imóveis, são geridos por consultores externos. As alocações em private equity e ativos reais permaneceriam em 8% e 13%, respectivamente, em todos os cenários atualmente considerados pelo conselho.

As revisões na carteira do fundo ocorrem de quatro em quatro anos. O CalPERS tem se preparado para lidar com um número cada vez maior de aposentados, cuja expectativa de vida também tende a aumentar. 



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