Ao participar da FSC Retirement Conference na semana passada, o sócio sênior da Mercer, David Knox, disse que a Austrália terá a oportunidade de exportar seus produtos de aposentadoria para outros países.

Atualmente, o Tesouro está realizando consultas a respeito de uma estrutura abrangente (chamada de MyRetirement), proposta pelo governo de coalizão, para os produtos da fase de percepção de renda.

Tendo lidado amplamente com dificuldades de natureza tributária associadas às anuidades vitalícias diferidas, o governo de coalizão agora passa a ter como foco principal a idade dos testes de comprovação de renda dos produtos de aposentadoria.

 “Os consultores financeiros não recomendarão [os produtos de aposentadoria de grupo] até saberem como se darão os testes de comprovação de renda”, salienta Knox.

O chefe de Políticas de Renda de Aposentadoria do Tesouro, Robert Jeremenko, disse na conferência que quaisquer decisões serão tomadas pelo Departamento de Serviços Sociais.

“Precisamos desenvolver essa estrutura de rendas de aposentadoria para que elas atendam às diferentes necessidades dos aposentados, incluindo-se aí mecanismos de ‘nudge’ que façam com que as pessoas sejam levadas a tomar as decisões corretas”, observou Knox.   

A boa notícia, ressaltou o especialista, é que a Austrália já é reconhecida mundialmente como “líder mundial” em se tratando de sistemas de previdência capitalizados e a mesma notoriedade poderá ser alcançada quando o assunto for os produtos para a fase de aposentadoria.

“Os holandeses e alemães estão fazendo a transição de sistemas de Contribuição Definida Coletiva para os planos CD individuais”, assinalou.

 “Efetivamente, países desenvolvidos como a Alemanha estão migrando para um sistema similar ao australiano”, acrescentou Knox.

“No entanto, eles ainda estão muito distantes de seu destino final; a transição apenas começou. Nosso sistema já existe há 25 anos.”

“Agora vamos nos dedicar a questões associadas à fase de aposentadoria. Com isso, acredito que teremos ótimas oportunidades para exportar os nossos produtos não apenas para a Europa, mas para a Ásia, na medida em que a classe média continua a acumular poupança.” 



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